sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017



                                                       In E como ficou chato ser moderno, Luís Filipe Cristóvão

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Teresa Rita Lopes em entrevista

Muito mais do que uma especialista e divulgadora de Fernando Pessoa. Mas também uma especialista e divulgadora de Fernando Pessoa. Numa entrevista com José Jorge Letria perfeita para encerrar a noite ou começar o dia, Teresa Rita Lopes dá-nos a conhecer a sua vida, não apenas na academia, mas também fora dela: a infância, as primeiras leituras, a PIDE, o exílio e a escolha de Pessoa, entre outros temas. Esquecemo-nos de que estamos a ler: parece que estamos na sala da Sociedade Portuguesa de Autores a participar na conversa. E temos pena quando termina pois muito mais haveria a dizer. A melhor notícia é que não se trata de um livro isolado: Urbano Tavares Rodrigues, Eduardo Lourenço e Cruzeiro Seixas, entre outros, fazem parte do lote dos entrevistados. Um encontro com a história viva do nosso país. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Humilhação e Glória, Helena Vasconcelos

O primeiro ensaio que li de Helena Vasconcelos chamava-se A infância é um lugar estranho. Nele a autora analisa o papel das crianças na literatura recorrendo a algumas das mais conhecidas obras do mundo ocidental (desde Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll a Morte em Veneza de Thomas Mann). É um excelente livro que permite a quem não estudou literatura obter algumas chaves para ir mais longe na análise dos livros de que se ocupa.
         Neste Humilhação e Glória Helena Vasconcelos oferece mais um ensaio bem escrito e detalhado, desta feita sobre a evolução das mulheres ao longo da história. A história tem sido dominada e (por isso) escrita pelos homens. Mas em todas as épocas existiram mulheres que se notabilizaram e que viveram de forma diversa da que era esperada. É sobretudo delas que se ocupa este livro. É dado um especial enfoque às artes (literatura e pintura) e ciências (algo que não vi até agora muito tratado). O texto é bem documentado e vai oferecendo também lampejos da realidade portuguesa. Apesar da quantidade de informação é um livro de leitura acessível, explanado de forma clara e com as ideias chave bem construídas. As conclusões são moderadamente optimistas. O que num país que tem os números que nós temos em matéria de violência doméstica, por exemplo, é a melhor postura.  Há muito caminho para todos (homens e mulheres) desbravarmos ainda. 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Um cântico de Natal, Charles Dickens


          Subjacente ao Natal (para lá do mito religioso) estão crenças de renascimento e renovação enraízadas na natureza humana e cuja origem remota às religiões pagãs. Um conto de Natal de Dickens exemplifica isso mesmo. Um homem-  Ebenezer Scrooge - vergado pelos anos e pelas desilusões e cansado das hipocrisias dos seus semelhantes, recusa-se a participar nos festejas. Não vê neles sentido e prefere a companhia do dinheiro. Ainda que nenhum de nós admita que Scrooge é um exemplo a seguir, é fácil compreendê-lo. Vivemos numa sociedade egoísta, onde o ter se sobrepõe ao ser. O Natal é para muitos o exacerbar do consumismo. E quem tem de atravessar filas de trânsito nas grandes cidades, sabe bem como é difícil manter o coração puro. O que esta história de Dickens tem de maravilhoso, para mim é a redenção de Scrooge. O confronto com a sua história de vida e a percepção de que, apesar das imperfeições de todos nós, as pessoas são o que o mundo tem de melhor. É nessa compreensão que pode alicerçar-se um espírito de Natal que vá para além do dia 25 de Dezembro e acompanhe a rotação anual do planeta. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Feliz Natal





            E com tudo isto, entre livros lidos e por ler, chegámos ao Natal. Votos de Boas Festas para todos os que frequentam este espaço!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Livrarias do Mundo: Soderbokhandeln, em Estocolmo










        As livrarias têm esta característica adorável: ainda que possam ser parecidas, são todas diferentes e irrepetíveis. Estas fotografias foram tiradas em Estocolmo na Soderbokhandeln, livraria independente que tem as portas abertas na capital da Suécia desde 1927. As paredes são forradas de livros do chão ao tecto. E mesmo não sabendo dizer uma palavra em sueco, apetece ficar por ali sem tempo contado, a perceber a lógica a que obedece a sua (des) organização. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O sonho, Sebastião da Gama






                                                                                          in Pelo sonho é que nós vamos