segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ana Moura- Os Búzios


Os fadistas portugueses cantaram e cantam os poetas, reinventando-os. Mas que o fado seja património mundial é, não apenas a demonstração da perfeição dessa simbiose, mas também o reconhecimento de que a guitarra e os poetas portugueses souberam interpretar sentimentos que são universais.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A paixão do jovem Werther



A paixão do jovem Werther é um dos romances mais marcantes do século XIX. Obra romântica por excelência, anuncia a primazia do indivíduo, com os seus objectivos, sonhos e anseios, sobre a ordem social vigente. Narra a história de Werther, apaixonado por Carlota, uma mulher comprometida com outro e que apenas lhe oferece a sua amizade.
O livro teve grande repercussão na Europa. De tal modo que foram vários os jovens europeus que emularam Werther, o que valeu críticas a Goethe. E o debate público sobre o efeito pernicioso de certas leituras.
Também Massenet se deixou tocar pela força da paixão wertheriana. Em 1892, com libreto de Edouard Blaum Paul Milliet e Georges Hartmann, compôs a ópera Werther. Em minha opinião Pourquoi me réveiller é uma das mais bonitas árias de todos os tempos.
Publico esta versão que encontrei durante as minhas deambulações internáuticas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Perguntas de um operário letrado

Vêem-me hoje à mente as perguntas de um operário letrado, de Berthold Brecht, perito em colocar questões difíceis 

Quem construiu Tebas, a das seis portas?
Nos livros vem o nome dos reis.
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
da Lima dourada moravam os seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a muralha da China para onde foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos do triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a lendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar os seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias.
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a Guerra dos Sete Anos.
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O triunfo de Miss Austen, de Hampshire, Inglaterra

Jane Austen
Mark Twain odiava Jane Austen. Em mais de uma ocasião deu conta da aversão que lhe mereciam os seus livros. A dimensão da fúria pode ver-se numa carta por si escrita a W.D. Howwells em 1909, na qual, comparando um outro escritor a Jane Austen conclui: “To me his prose is unreadable – like Jane Austen’s. No, there is a difference. I could read His prose on salary, but not Jane’s. Jane is entirely impossble, It seems a Great pity that they allowed her to die a natural death.” (http://www.twainquotes.com/)
Parece que afinal Jane Austen pode não ter morrido de morte natural. O Público avançou há dias a notícia de que a escritora poderá ter sido envenenada com arsénico. A tese é sustentada por Lindsay Ashford escritora de policiais britânica que acaba de lançar … The Mysterious Dead of Miss Austen.
Esta tese, como todas as outras existentes quanto à causa da morte da escritora inglesa (até aqui sempre entendida como fruto de doença), será difícil de demonstrar. Mas o que é inequívoco é que o interesse pela pessoa que foi Jane Austen e a sua escrita está longe de ser um assunto morto e enterrado, como desejaria Mark Twain.
Pelo contrário, desde o final do século passado, a sua popularidade atingiu novos níveis. Para isso muito contribuiu a passagem de algumas das suas obras para o cinema e a televisão, alcançando novos públicos. Toda a sua obra foi reeditada, aí se incluindo títulos como Orgulho e Preconceito, Sensibilidade e Bom Senso (detestadas por Twain) ou Ema. 
Sob a capa de uma aparente leveza, os livros de Austen tratam um tema muito preciso e da maior importância para as mulheres da época. Limitadas do ponto de vista jurídico e no plano económico, o casamento era para as mulheres da pequena e média burguesia e nobreza o único caminho possível. Pelo que encontrar um marido adequado era tarefa a levar a cabo com todos os cuidados. Esta temática foi tratada por outras escritoras (por exemplo, por Edith Wharton em A casa da felicidade). Mas Austen tem um sentido de humor e vivacidade que são únicos. Talvez isso explique a sua popularidade. Um outro sinal da mesma são as inúmeras sequelas escritas sobre os seus livros, em particular Orgulho e Preconceito. Basta uma mera busca na Amazon para encontrármos livros sobre a vida das Meninas Bennett após os respectivos casamentos, a história das suas proles ou a perspectiva de Mr. Darcy sobre sobre o seu encontro e subsequente envolvimento com Miss Elisabeth Bennet. Claro que os puristas de Jane Austen nem sempre vêm com bons olhos estas sequelas (o que dizer de Pride, Prejudice and Zoombies?). Mas aos admiradores e admiradoras de Austen estão reservados outros engulhos (como o recente rumor de que era o editor da escritora quem realmente escrevia os livros).
Por mim, gosto da Jane. E acho que qualquer pessoa que consegue escrever os diálogos vivos e inteligentes que surgem nos seus livros (em particular, no Orgulho e Preconceito e Ema), não pode deixar de ser um bom escritor.
Mas Twain não está sózinho (como espero que possam ver em http://www.telegraph.co.uk/culture/books/3663852/Loving-Jane-loathing-Jane.html).
Ainda assim, e perante tanta e tão diversa publicidade, tem de concluir-se que Jane Austen é incontornável na literatura ocidental. E isso faz dela a vencedora, apesar das diatribes de Twain e dos que se lhe seguiram.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011





       Há poemas que são verdadeiras profissões de fé. Lemo-los e percebemos que o mundo não pode ser apenas feito de cimento e argamassa, de cumprimento de horários e objectivos. Tem de haver algo mais. Para mim este é um desses poemas. Há uns anos, li uma crónica de Faíza Hayat na revista Xis, em que se propunha a leitura de poemas com efeitos medicinais. É o que eu faço com este poema de Natália Correia. Por vezes leio-o preventivamente, quando pressinto no horizonte problemas a enfrentar. Outras vezes, volto a ele a posteriori, para me consolar ou ganhar novas forças. Uma mistura de aspirina com vitamina C. Não lhe conheço contra-indicações.

            Creio nos anjos que andam pelo mundo,
            Creio na Deusa com olhos de diamantes,
            Creio em amores lunares com piano ao fundo,
            Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,

            Creio num engenho que falta mais fecundo
            De harmonizar as partes dissonantes,
            Creio que tudo é eterno num segundo,
            Creio num céu futuro que houve dantes,

            Creio nos deuses de um astral mais puro,
            Na flor humilde que se encosta ao muro,
            Creio na carne que enfeitiça o além,

            Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
            Na ocupação do mundo pelas rosas,
            Creio no Amor que tem asas de ouro. Ámen.
                                            *
            A imagem junta é de uma das pinturas da norte-americana Georgia O'Keeffe.  A expressão "poema pictórico" assenta-lhe como uma luva!



             

          

            

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rien ne va plus

Graham Greene
            Ia escrever um texto sobre Graham Greene. Deixou-nos obras como Os comediantes, O nó do problema ou O fim da aventura, onde expõe as contradições da natureza humana. A necessidade de decidir quando a última coisa que apetece é tomar uma decisão. E a difícil arte de viver com as decisões tomadas.
Mas este fim-de-semana comprei Gráfico de Vendas com Orquídea e li o que Dinis Machado aí escreveu sobre a obra de Greene: “Um vento de desgosto e uma brisa de ironia percorrem os seus livros e, também um enorme desejo de redenção.”
          Ainda posso escrever sobre Greene, claro. Mas o que  realmente queria ter dito sobre ele já está escrito.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Decidir o que ler (II): em busca da felicidade


A Conquista da Felicidade – Os contributos da sabedoria antiga e da ciência moderna (Jonathan Haidt, Ed. Sinais de Fogo), Projecto Felicidade – Ou porque passei um ano a tentar cantar de manhã, a limpar os meus armários, a escrever um blogue, a ler os mestres e, em geral, a divertir-me mais (Gretchen Rubin, Ed. Estrela Polar) e The how of Happiness (Sonja Lyubormirsky). São apenas três exemplos de uma das mais fortes tendências do mercado editorial contemporâneo: obras que nos ensinam a ser felizes ou, talvez numa perspectiva mais cautelosa, a sermos mais felizes do que somos antes de os lermos. 
 A causa próxima desta profusão de títulos parece ser o nascimento de um novo ramo da psicologia, a psicologia positiva, uma invenção dos psicólogos americanos Martin Seligman e Mihaly Csiskszentmihalyi. Em síntese, pretende-se pôr o enfâse nas formas de tornar a vida do leitor mais preenchida e feliz. Na génese da psicologia positiva está a constatação de que a ausência de perturbações psíquicas não é suficiente para concluir pela existência de uma vida feliz. Falta algo mais. E é na procura desse algo mais que se concentram livros como os acima indicados. Não vale a pena abordá-los de forma preconceituosa. Como em todas as categorias literárias haverá obras melhores e piores. No entanto, quando lemos alguns destes livros concluímos pela existência de uma ideia comum: é no modo como vivemos o dia-a-dia que se constrói a felicidade, pois os grandes acontecimentos ou momentos marcantes acabam por não ter impacto no cômputo geral da existência.

Será um bom conselho? Não sei. Mas sei isto: não é novo.
Já há séculos atrás Horácio gabava as virtudes da vida tranquila, que devia ser preferida a qualquer outra. E deu-lhe um nome - a aurea mediocritas. E a verdade é que essa ideia ressurge com frequência no pensamento ocidental. É certo que por vezes com ironia indisfarçável, como quando o Cândido de Voltaire conclui pela necessidade de cultivarmos o nosso pequeno jardim (e não estava a referir-se a actividades hortícolas). Mas muitas vezes como forma genuína de viver o dia-a-dia.
E aqui está o ponto a que pretendia chegar. Sem desprimor, quando olhamos para a tradição do pensamento europeu não parece que a psicologia positiva tenha, verdadeiramente, encontrado algo de novo.
Como em tantos outros aspectos da nossa civilização, recuamos à cultura greco-latina. Fazendo um esforço para recordar o manual de filosofia que muitos de nós teremos lido em adolescentes, lá está a definição dessa disciplina. Filo –Sofia: o amor à sabedoria, à melhor forma de viver. Os gregos e os romanos não poderiam, assim, ter deixado de se ocupar das condições para uma vida feliz. E fizeram-no em profusão, sendo que para nossa sorte, uma parte das suas obras chegou aos dias de hoje.
Epicuro, de forma talvez surpreendente, tendo em conta a reputação que a história lhe deu, escreveu na sua Carta sobre a Felicidade: “Quando falamos do prazer como de um fim, não falamos dos prazeres dos dissolutos ou daqueles que têm o gozo por residência – como o imaginam algumas pessoas que ignoram a doutrina, não concordam com ela ou são vítimas de uma falsa interpretação – mas de alcançar o estádio em que não se sofre no corpo e não se está perturbado na alma.” (Relógio d´Água) 
Homem de muitas contradições, o senador romano Séneca deixou escrito: “Sem a saúde de espírito ninguém é feliz, e não é são aquele que procura como sendo o melhor aquilo que lhe causa prejuízo. Por isso é feliz o homem que tem um julgamento recto; é feliz aquele que se contenta com o presente, seja ele qual for; e que ama aquilo que tem; é feliz aquele que confia à razão a organização dos seus assuntos.” Da vida feliz (Relógio d´Água)
Aristóteles
Na sua Ética a Nicómaco (Quetzal Editores), Aristóteles dedicou o primeiro capítulo ao tema. Definiu a felicidade como o bem supremo que pode ser obtido através da acção humana. E ocupa-se da questão de saber se a felicidade é objecto de aprendizagem ou habituação ou se pode ser, de algum modo, obtida por disciplina, ou, finalmente, se chega até nós por um destino divino ou por acaso.
Já a Sócrates é atribuída esta frase baseada, diz-se, na sua experiência pessoal: “Se casares bem serás feliz, se casares mal, serás filósofo.”
Quando lemos estes autores impressiona a actualidade da sua escrita. Porque está lá tudo – a importância do trabalho, cultivo das virtudes, o tema dos afectos, o domínio das paixões. Mas também porque está subjacente a esses textos uma ideia que parece esquecida hoje: uma vida feliz é uma vida que tem um sentido, um significado, ainda que apenas apreensível para o próprio.
Afastando agora o contributo  das religiões e cingindo-nos ao pensamento ocidental constatamos que esta é uma temática constante da filosofia.
Montaigne

Tenho um apreço muito especial por Michel de Montaigne, autor francês setecentista. Aos trinta e seis anos,  abandonou a sua carreira de magistrado para se dedicar à leitura dos livros que compunham a sua biblioteca e escrever as suas reflexões. Não sei como correu a carreira de Montaigne na magistratura, mas os Ensaios (Antologia, Relógio d´Água) que escreve estão repletos de ensinamentos como estes:
“Comprazer-se excessivamente com o que se é, cair num irreflectido amor-próprio, constitui em minha opinião, a substância desse vício da presunção.”
“Não nos devemos apegar assim tão fortemente às nossas tendências e temperamento. O nosso talento principal é sabermos aplicar-nos a práticas diversas. O estar vinculado e necessariamente obrigado, a um único estilo de vida não é viver, é ser. As almas mais belas são as que têm mais variedade e flexibilidade.”
“A meditação é um esforço poderoso e produtivo para aqueles que se sabem examinar, nisso se aplicando energicamente: prefiro forjar a minha alma a mobilá-la”.
E em tempos de crise económica como os actuais estas suas palavras vêm também a calhar “Se as coisas correrem pelo pior, antecipai-vos à pobreza cortando nos gastos. É aquilo a que me aplico, e a reformar o meu estilo de vida antes que ela me force a tal.”
Madame de Châtelet
Ainda em França, num dos duzentos tratados escritos durante o século XVIII naquele país sobre a felicidade, Madame de Châtelet concluía: “Procuremos, pois, manter-nos de boa saúde, não ter quaisquer preconceitos, ter paixões, pô-las ao serviço da nossa felicidade, substituir as nossas paixões por gostos, conservar preciosamente as nossas ilusões, sermos virtuosos, nunca nos arrependermos, afastar de nós as ideias tristes e nunca permitir ao nosso coração conservar uma centelha de gosto por alguém cujo gosto diminua e que deixe de amar-nos. Por pouco que envelheçamos, um dia seremos forçados a abrir mão do amor e esse dia deve ser aquele em que o amor já não nos faça felizes. Pensemos, enfim, em cultivar o gosto pelo estudo, esse gosto que faz depender a felicidade apenas de nós próprios. Ponhamo-nos ao abrigo da ambição e, sobretudo, cuidemos bem de saber o que queremos ser; decidamo-nos sobre o caminho que queremos seguir para passar a nossa vida e procuremos semeá-lo de flores.” (Carta sobre a Felicidade, Ed. Relógio d´Água)
Já no século XX, apesar da mudança operada no objecto de reflexão filosófica, o tema continuou a ser tratado. Exemplificativo disso mesmo é A conquista da felicidade (Guimarães Editores), de Bertrand Russel. O filósofo inglês de modo verdadeiramente pragmático distingue as causas de infelicidade (a infelicidade byroniana, o espírito de competição, o aborrecimento e a agitação, a fadiga, a inveja, o sentimento de culpa, a mania da perseguição e o medo da opinião pública) e as da felicidade (o gosto de viver, a afeição, a família, o trabalho, os interesses impessoais e o esforço e a resignação) para ajudar a definir e pôr em prática a vida feliz.
Daqui resulta que temos à nossa disposição séculos de reflexão sobre a felicidade, em diferentes perspectivas e modalidades. Aliás, isso mesmo foi bem entendido por filósofos modernos como Alain de Botton (O Consolo da Filosofia, Ed. D. Quixote), Lou Marinoff (Mais Platão, menos Prozac, Ed.) ou Robert Rowland Smith (Pequeno-Almoço com Sócrates, Ed. Lua de Papel). Botton, Marinoff e Rowland Smith procuram por em relevo a sabedoria dos filósofos e demonstrar as vantagens decorrentes da mesma ser trazida para a vida contemporânea.
O que se retira de tudo isto?
Em primeiro lugar, que a busca de uma vida feliz é intemporal, sendo constante pelo menos no pensamento ocidental. Evidentemente que cada um dos autores acima descritos tem as suas próprias ideias sobre o assunto. Porém, as questões principais são sempre comuns, embora divirjam as soluções apresentadas. Mas ninguém disse que a felicidade tem uma receita única, pelo que vale a pena conhecer o mais elevado número de opções para podermos traçar o nosso caminho.
Em segundo lugar, temos de concluir que a filosofia não é uma disciplina longínqua deixada para trás, nos bancos da escola. Aristóteles, Montaigne e tantos outros estão vivos e recomendam-se. Está na altura de os reler, com outros olhos, desta vez sem a pressão dos exames do final do ano lectivo. Isto é, chegou o momento de os encararmos, como eles merecem, filosoficamente.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Só Tu

Paulo Setúbal foi um escritor brasileiro nascido no primeiro dia de 1893 e falecido a 4 de Maio de 1937. Formado em Direito e com carreira política, a sua obra literária abarca romances históricos, contos, crónicas e poesia. Só Tu, um dos seus poemas, parece muito simples na forma, mas encerra grande beleza e profundidade.
A primeira vez que ouvi declamar este poema, não tive oportunidade de perceber o seu título ou quem era o autor. Claro que demorei anos a encontrá-lo. Uma agulha no palheiro. Mas, finalmente, a busca foi coroada de sucesso.

Dos lábios que me beijaram,
Dos braços que me abraçaram
Já não me lembro, nem sei …
São tantas as que me amaram!
São tantas as que eu amei!

Mas tu – que rude contraste!
Tu, que jamais me beijaste,
Tu que jamais abracei,
Só tu, nest’alma, ficaste,
De todas que eu amei.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

George Steiner e António Lobo Antunes



Luxos destes são cada vez mais raros. Por isso, a edição deste mês da Ler é imperdível. George Steiner e António Lobo Antunes numa longa conversa. Saíu hoje e estou com grandes expectativas!