sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

“Sempre imaginei que o paraíso será uma espécie de biblioteca” disse Jorge Luís Borges. Quem diz biblioteca, diz livraria. Se bem que ao preço a que os livros estão a ideia de livraria como um pedaço de paraíso se esfume mais facilmente.
   Vem isto a propósio da lista das vinte livrarias mais bonitas do mundo que pode ver-se neste endereço: http://flavorwire.com/254434/the-20-most-beautiful-bookstores-in-the-world
Haverá outras listas possíveis, mas esta tem uma agradável particularidade: inclui a Livraria Lello (Porto) e a Ler Devagar (Lisboa). Numa selecção à escala mundial, não ficamos mal na fotografia.
Para além das portuguesas, apenas conheço a Shakespeare & Company (Paris) e The American Book Center (Amesterdão). Sem dúvida, todas muito bonitas. Mas ainda assim, não resisto a deixar um comentário, elucidativo de que realmente não há bela sem senão. É que as livrarias que são simultaneamente lugares de interesse turístico acabam por se tornar um local de difícil acesso para os que deveriam ser o seu verdadeiro público: os leitores. Não me hei-de esquecer da visita que fiz à Lello com um dos empregados a repetir perante hordas de turistas indisciplinados entusiasmados com as escadas e o tecto da loja (e com razão), “no photo, no photo”. A minha visita à Shakespeare & Company também não foi particularmente bem sucedida. O espaço é exíguo e o aglomerado de turistas desejosos de refazer os passos de Hemingway e outros notáveis, torna quase impossível ficar parado frente a uma estante a ver … os livros.
Isto dito, claro que não me importava mesmo nada de levar a cabo o périplo sugerido por estas fotografias. Até porque algumas delas, como o Ateneo em Buenos Aires, parecem-me espaços bem desafogados.


1 comentário:

  1. Nessa lista também deverias estar a Dom Knigi em São Petesburgo. Para além da diversidade de livros está situada num edifício lindíssimo com um salão de chá também lindíssimo, o que não me parece de tod dispiciendo.

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