segunda-feira, 2 de abril de 2012

A princesinha, Frances Burnett


Celebra-se hoje o Dia Internacional do Livro Infantil. Não sou a favor dos “dias de”. Mas este é um óptimo pretexto para deixar uma homenagem ao meu livro infantil favorito, lido e relido muitas e muitas vezes. Comecei por ler este livro na biblioteca da escola. Só meses mais tarde encontrei um exemplar numa papelaria. Foi aí que senti pela primeira vez a alegria de encontrar (finalmente!!!) um livro que desejamos muito.
A protagonista da história é Sara Crewe. Órfã de mãe, o pai coloca-a num colégio inglês, como era habitual nas crianças abastadas da época.
Sara nasceu na Índia, filha de um pai rico e viúvo que lhe faz todas as vontades. Mas isso não a torna caprichosa. Ao invés, apesar de ser ainda uma criança, Sara mostra-se um modelo de coragem e sensatez. Essas duas qualidades ganham o seu verdadeiro relevo quando a adversidade lhe bate à porta. O pai morre e a fortuna desaparece. Com isto, muda a sua posição no colégio, onde passa de aluna predilecta a criada sem qualquer espécie de direito. A história é também uma denúncia da situação social das crianças pobres no final do século XIX.
Ao longo da narrativa compreendemos que os acontecimentos não beliscam a essência de Sara, para irritação de alguns dos que a rodeiam. A menina mantém-se fiel à educação que recebeu e não abdica de uma outra característica que irrita particularmente a dona do colégio e algumas das antigas colegas: a imaginação, com que procura embelezar a tristeza da sua vida. Juntamente com aquela, a história enaltece uma outra virtude também essencial quando somos adultos: a coragem. Não só para lutar contra as adversidades na nossa vida, mas também para apoiarmos os outros nas dificuldades da vida deles.
Apesar de já não ler livros infantis, abro uma excepção para A princesinha. Releio-a todos os anos. E não hesito em sugerir a quem nunca a leu … que não deixe passar muito mais tempo sem conhecer Sara Crewe.

2 comentários: