quinta-feira, 27 de setembro de 2012

José Luís Peixoto dixit



“Gosto de dizer que sim. Dizer que sim é querer resolver problemas, é seguir em frente, é lançar-se sem medo, rejeitar as amarras da auto-preservação. Sim, gosto de fazer planos e projectos, gosto de imaginá-los concretizados. Não gosto de dizer que não. As pessoas que dizem não desagradam-me desde os meus primeiros instintos. Acredito que nos momentos que antecederem a minha morte, se estiver consciente, me irei arrepender de todos os momentos em que disse não, não a aprender a tocar saxofone, não conhecer mil pessoas, não àquela viagem a Salerno, não àquela mulher que me queria mostrar o seu quarto e em que me preocupei com o que os primos dela poderiam pensar. Eu digo sempre que sim. E, em cada uma dessas vezes, quero ser surpreendido. É isso que espero.”

                         in A rapariga dos cabelos verdes, Hoje não, José Luís Peixoto



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