quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ruby Sparks

Calvin é um escritor a sofrer de bloqueio criativo. Não é apenas a sua escrita que está estagnada. Calvin tem apenas um amigo (o seu irmão) e não tem namorada, apesar da sua vontade em sentido inverso. Pressionado pelo irmão e pelo psicanalista, acaba por criar uma personagem feminina que corresponde à sua mulher de sonho. A sua vida muda quando a personagem ganha existência real e passa a ser sua namorada – Ruby Sparks.
Alucinação, sonho, realidade ou magia? Todas as hipóteses são aventadas. Mas para quem assiste ao filme, mais importante do que a resposta a esta pergunta é atentar no que se passa a seguir, acompanhando a evolução da relação entre o escritor e a sua personagem que ganhou vida. O filme espelha as dificuldades em, passada a paixão inicial, lidar com a pessoa real que temos á nossa frente. Essa pessoa não saiu de um filme, nem de um livro, muito menos da nossa autoria. E é esse esforço de conquista e aceitação do outro que faz a história do filme.
Embora catalogado como comédia (e há momentos em que tem realmente graça), o filme tem cenas dramáticas, entrando, assim, naquela estranha categoria de classificação comédia/drama. Pela história e pelas interpretações, sobretudo dos dois actores principais, valeu a pena ir vê-lo.

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