terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Feiticeiro de Oz


Judy Garland em plena leitura de O Feiticeiro de Oz


            Embora existam interpretações que pretendem encontrar um sentido político e económico na aventura de Dorothy e dos seus três amigos (o Homem de Lata, o Leão e o Espantalho) a maior parte do público vê o Feiticeiro de Oz apenas (e já não é pouco) como uma história de encantar.
           Para mim, que li o livro já adulta, para além do seu lado lúdico, o livro é uma metáfora, quanto às virtudes essenciais a cada um de nós e, por reflexo, à sociedade em que vivemos: a capacidade de sentir ternura, a coragem e a inteligência. Enquanto o lia, tive  percepção imediata de que não era uma história apenas para crianças, convicção que se reforçou com o final do livro.
             Enquanto vão ao encontro do Feiticeiro, Dorothy e os seus três amigos enfrentam os clássicos obstáculos e produzem considerações como esta que nos põem a pensar:
 “Ainda assim – disse o Espantalho – quero um cérebro em vez de um coração, porque um tolo não saberia o que fazer com um coração se tivesse um.
Fico com o coração - respondeu o Homem de Lata – porque o cérebro não faz ninguém feliz e a felicidade é a melhor coisa do mundo.”
Miúdo ou graúdo, este é um livro a não perder.

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