sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

As atribulações de um chinês na China, Júlio Verne


Júlio Verne 

As atribulações de um chinês na China é um daqueles livros que li em miúda a que volto periodicamente, por ser garantia de boa disposição. Foi escrito por Júlio Verne no final do século XIX. Conta a história de Kin Fo, um jovem chinês rico entendiado com a vida que leva decidido a morrer. Incapaz de se suicidar, acaba por fazer um acordo com o seu amigo Wang, bastante mais velho, estabelecendo um prazo para que este o mate. E como o assassinato consensual é coisa difícil sempre de explicar às autoridades, assinam um documento comprovativo do acordo firmado.
Sucedem-se peripécias pessoais e patrimoniais que levam Kin-Fo a descobrir o gosto de viver, concluindo já não ter interesse no pacto feito com Wang. O problema, porém, é que não tem como informar este de que mudou de ideias.
Júlio Verne foi um dos mais prolíficos autores da literatura ocidental, com uma imaginação prodigiosa que o fez imaginar vida humana nas profundezas do mar, viagens ao centro do mundo e aventuras nos céus. A sua fantasia levou-o a escrever sobre locais que nunca conheceu com um imenso realismo. Teve ainda ideias maravilhosas como Dois anos de férias, título de outro dos seus livros.
As atribulações de um chinês na China é um livro que dá gosto ler em qualquer idade. Pela riqueza das descrições, pela dinâmica da acção e pelo modo como as personagens se vão desenvolvendo.
Numa visita recente a uma livraria reparei que acabou de ser reeditado em formato de edição de bolso (mas com boa letra, diga-se). É uma boa opção de leitura (ou releitura), demonstrando que um livro pode ser leve, divertido e inteligente, não se confundindo a “leveza” da história com o recurso em catadupa a lugares-comuns que abundam em certa literatura dita “light”.

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