sexta-feira, 1 de março de 2013

A estante dos outros (VI)


A minha convidada deste mês é Teresa Lopes Vieira, escritora. Publicou já Os diários da mulher Peter Pan e Gato Persa Social Club. Para além de outras actividades que já levou a cabo e paralelamente à sua carreira literária é também formadora em diversos cursos de escrita criativa.
O terceiro livro verá a luz do dia ainda este ano. Até lá podemos acompanhá-la no blogue que tem o seu nome.
Obrigada Teresa!
 




Qual é a tua primeira recordação literária?
A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia, de Selma Lagerlöf. Acho que nem sequer sabia ler, porque foi o meu pai que mo leu. No fim, chorei como uma perdida.

2. Indica três livros que o/a tenham marcado e porquê.
As Flores do Mal, do Charles Baudelaire, foi a minha primeira referência literária “séria”, ou seja, mais conscienciosa. Gosto sobretudo do Baudelaire também por causa do conceito de poeta maldito, porque me fez pela primeira vez olhar para a hipótese da arte literária como meio de anti-conformismo social.
Destacaria também O Jogador de Xadrez de Stefan Zweig, uma obra exímia do ponto de vista da história, enredo e da maneira como retrata a angústia humana.
Mais recentemente, haveria imensos. Mas posso indicar, por exemplo, 2666, de Roberto Bolaño; porque me parece que marca um ponto de viragem muito interessante na literatura moderna, traduzindo-se numa visão que acaba por influenciar um pouco quase toda a gente que escreve hoje em dia.


3. Tens um hábito ou ritual de leitura?
Não, é um pouco como calha.

4. Qual o livro que não lerias nem que que pagassem o teu peso em ouro?
O Pantagruel?

5. Se tivesses três meses de folga, sem interrupções ou problemas de qualquer espécie, que livro (s) escolherias para ler?
Talvez o Mahabharata, a grande epopeia indiana, alternando com a Divina Comédia. É daquelas coisas.

6. O que estás a ler agora?
Demonic Males, um ensaio de antropologia sobre símios e a origem da violência humana!

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