sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Arco-Íris, Banana Yoshimoto

Gauguin

Yoshimoto é uma das escritoras japonesas mais conhecidas no Ocidente. Este pequeno livro tem como protagonista Eiko, uma jovem japonesa amargurada pelas sucessivas perdas familiares. O seu porto de abrigo é o restaurante taitiano onde trabalha. Ali, não só se sente reconhecida do ponto de vista profissional, como estabelece relacionamentos de amizade que lhe faltam fora do local de trabalho.
Eiko decide ir de férias e escolhe como destino … o Taiti, local onde o seu patrão (Tanaka) se inspirou para criar o restaurante que tem em Tóquio.
No século XIX, Gauguin refugiou-se no Taiti, abandonando a vida que construíra em França. Iniciou então a sua fase produtiva mais conhecida, com quadros retratando a vida indígena daquele região. Também Yoshimoto nos apresenta o Taiti como um paraíso na Terra. Descreve de forma encantadora e encantada a fauna e flora do local (em especial a submarina), bem como a simpatia e disponibilidade dos autóctones.
A personagem principal sente o contraste entre Tóquio onde (com excepção do restaurante onde trabalha) não tem grandes laços ou fontes de alegria e o Taiti. O livro vai-nos dando a conhecer a história de amor de Eiko e o modo como a mesma se foi desenvolvendo, tendo na natureza os primeiros elementos que permitiram adivinhar uma aproximação do seu apaixonado. E é também naquela região que encontra a clareza de pensamento e coragem para tomar uma decisão quanto àquele.  
 Quando se termina a leitura do livro há a tentação de ver a narrativa como um pouco cândida. Mas, pela minha parte, penso que se há algo que faz falta neste mundo é um bocadinho de ingenuidade.



Sem comentários:

Enviar um comentário