Hoje partilho um dos poemas de Miguel Torga, um autor cuja escrita conheci nos bancos da escola, com Os Bichos e O senhor Ventura. Nem tudo se perde no tempo. Já não me lembro dos polinómios e já nada sei sobre desenho descritivo. Mas nunca me esqueci das personagens criadas por este escritor transmontano. Tenho para mim que fiquei com a melhor parte.
Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
Conquista, in Cântico de Homem.
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