sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A Papoila e o Monge, José Tolentino Mendonça



Há vários silêncios
desde o início aprende a dizer
o plural
(pág. 27)

Dentro e fora
a mesma claridade
sem reserva nem cálculo
(pág. 59)

          Óscar Wilde escreveu que se deve resistir a tudo menos a uma tentação. Não posso dizer que me tenha convencido. Aliás, basta recordar a vida de Wilde para ter reservas quanto à justeza daquela máxima. Mas em matéria de letras e livros tenho de o secundar. Quando entro numa livraria só uma dúvida me assalta: como é que vou arranjar tempo para ler isto tudo? Há certamente problemas maiores, pelo que não vale a pena sofrer demasiado com este tema. Na dúvida, o livro vai comigo. O momento para o ler há-de chegar.  
Hoje regresso a casa com esta surpresa: A Papoila e o Monge de José Tolentino Mendonça. Um livro acabadinho de chegar às livrarias e que nasce de uma viagem ao Japão, leituras de Jack Kerouac e do Book of Haikus.
            A menina da caixa perguntou-me se era para oferta. Respondi-lhe que não. Mas não é verdade. É uma prenda de mim para mim que bem mereço.
           



1 comentário:

  1. Parece fascinante, até chegarmos à génese em Kerouac... Dificilmente algo de bom pode daí brotar...
    Mas quem sabe!?

    ResponderEliminar