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Nascido a 25 de Novembro de 1845 na Póvoa do Varzim dispensa apresentações. Um dos maiores (para não dizer o maior) escritor portugês cujos livros deveriam ser património universal. Vivo, interveniente e sempre perspicaz deixou-nos um retrato do país que em certas ocasiões nos parece demasiado actual. O que não pode deixar de incomodar, claro. Uma coisa é o Dâmaso Salcede ou o Conde de Abranhos do século XIX. Outra coisa é dar de caras com os seus lídimos representantes nos nossos dias.
Eça foi um mestre nas descrições e na construção das personagens. Mas é a ironia que espelhou nos seus textos que é imbatível. Teve também a generosidade de deixar o antidoto para tão pesado veneno. Como bem se lê na sua correspondência a cura para os azedumes da ironia não é a ingenuidade, mas um bem infinitamente mais precioso: “Não se descuide de ser alegre – só a alegria dá alma e luz à Ironia, à Santa Ironia – que sem ela não é mais que amargura vazia.”

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