quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Conselho do dia






        Carpe diem (aproveita o dia) é uma frase retirada de um poema de Horácio (65-8 A.C.) sobre a impossibilidade de sabermos o que o futuro nos reserva e sobre como o melhor uso que fazemos do tempo que foge é aproveitá-lo o melhor possível. A expressão é também recordada no filme O Clube dos Poetas Mortos onde Robin Williams dava vida ao professor de inglês que todos gostaríamos de ter tido. 
     Aquela máxima latina parece-me sábia mas também algo inquietante. Aproveitar o dia todos os dias pressupõe uma capacidade de nos sobrepormos a uma séria de actividades quotidianas que são até prosaicas (como estar na fila do supermercado ou à espera de ser atendido num consultório médico). Mas ainda aí pode aproveitar-se o tempo o melhor possível. 
     Aproveitar o livro (carpe librum) até pode ser uma solução para esses momentos (certamente melhor do que fazermos uso desse tempo para falar ao telemóvel, obrigando todas as pessoas à volta a ter conhecimento dos nossos pequenos grandes assuntos). Afinal, para alguma coisa se inventaram os livros de bolso. Aliás, diz a lenda que Sir Allen Lane teve precisamente a ideia de os criar (através da Penguin Books) ao verificar a falta de materiais de leitura de qualidade para as suas viagens de comboio numa estação onde se apeou. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Liberté, egalité, fraternité

A liberdade guiando o povo 


Liberté, egalité, fraternité. Liberdade, igualdade, fraternidade. Os direitos que estiveram subjacentes à Revolução Francesa prelúdio de outros movimentos liberais que se estenderam à Europa e ao Mundo. 
Para quem tivesse dúvidas os acontecimentos de ontem em França demonstraram que a luta pelos direitos humanos tem de se fazer todos os dias. E é assunto de todos nós, como a reacção dos franceses também deixou claro. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A lista de Didion



Joan Didion



            Joan Didion é uma das minhas escritoras favoritas. Em Portugal a sua obra mais conhecida é O Ano do Pensamento Mágico. Mas tem uma obra muito mais vasta onde se inclui, não apenas ficção, mas também ensaios. Li pouca coisa dela, confesso. Mas acontece-me com Didion o mesmo que com Borges. Alegra-me a perspectiva das muitas horas que terei pela frente (espero) a ler o tanto do seu trabalho que ainda não conheço. Não sou muito dada a listas. Mas tenho sempre curiosidade em conhecer as dos outros, particularmente se foram relativas a livros.

            Esta é a lista de Didion quanto aos seus livros favoritos. Destaco O Adeus às Armas, O Monte dos Vendavais, Crime e Castigo, Cem anos de solidão e as novelas de Henry James (por exemplo, O Retrato de uma senhora e Washinsgton Square). Porque os destaco? Bom, como já os li e também gostei deles, caso a senhora ali de cima me aceitasse como companhia para almoçar, já teríamos assunto. 
            Quanto aos demais livros indicados (onde se incluem obras de W.H. Auden, Norman Mailer, Joseph Conrado e George Orwell) ficam bem recomendados para eventuais leituras futuras. 
           A lista completa feita à mão por Didion foi publicada pela Brainpickings