quinta-feira, 9 de julho de 2015

D.H. Lawrence





         Farto de ser apelidado de obsceno e de ver as suas obras serem censuradas e banidas Lawrence escreveu este ensaio. Nele rebate os argumentos dos seus adversários e defende que a obscenidade não está em reconhecer e retratar o desejo sexual, mas sim na sua negação por motivos de conveniência social. Nada que surpreenda quem leu O amante de Lady Chatterley ou A virgem e o cigano. Neste ensaio Lawrence trata todos pelo nome e ninguém lhe escapa, chamando à discussão Ana Karenine, Tristão e Isolda e mesmo Jane Eyre. Sobre esta escreve: “(…) A paixão por Mr. Rochester não é respeitável até ele se queimar e ficar cego, desfigurado, reduzido a uma total dependência. Depois, e só com ele completamente humilde e humilhado, pode ser aceite. (...)". 
        É um livrinho pequeno, mas muito, muito actual, pareceu-me. 
           

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