quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ryzard Kapuscinski







          Comprei Travels with Herodotus em Budapeste há uns anos. Nunca viajo sem um livro mas o certo é que o que levava na altura não me entusiasmou particularmente. Kapuscinski é polaco e não húngaro. Fora esse detalhe, foi o livro certo na hora certa e no local certo. Nele são relatadas as viagens mais emblemática de Kapucinski pelos quatro cantos do mundo tendo como inspiração a obra de Heródoto que conheceu na universidade. Mais tarde apercebi-me de que por vezes o jornalista cedia à tentação de poemizar as notícias, não se atendo à realidade dos factos nua e crua. O último número da Ler traz uma entrevista com o seu biógrafo (Artur Domoslawski) às voltas com problemas judiciais por não ter, pela sua parte, emprestado alguma fantasia à vida familiar de Kapucinski. De uma maneira ou de outra estas viagens com Heródoto são uma óptima leitura sobretudo para quem gosta de viajar. Para além do encanto dos relatos está cheio de pormenores práticos relativos a coisas essenciais mas que muitas vezes só nos ocorrem quando esbarramos nelas no local. 

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