Antes de Marco Polo, Giovanni Carpini foi à
terra dos Mongóis. Fê-lo por decisão do Papa Inocêncio IV numa missão que teve
tanto de busca de conhecimento como de espionagem. E de protesto pela forma
como os Mongóis estavam a avançar a caminho da Europa Cristã. Carpini, nascido
perto de Perugia no século XII, era monge franciscano. Não se intimidou com a
tarefa que lhe foi entregue pelo Papa. No dia de Páscoa de 1245 partiu para a
Mongólia. Dos perigos que passou pouco conta. O seu relato incide sobretudo sobre os costumes e organização do povo com quem travou
conhecimento. Carpini escreve detalhadamente num relato que hoje, à distância de séculos, surpreende pelo rigor e cativa pela forma viva como Carpini escrevia. O Papa quando leu o relatório do seu enviado não deve ter ficado muito tranquilo. Mas para o leitor actual, com a distância de séculos, este livro é uma boa opção para "ir para fora cá dentro" neste fim de semana.
