sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sobre livros e hábitos de leitura





       Por que lemos o que lemos é sempre uma questão interessante. Serão as nossas escolhas literárias fruto do hábito, da influência externa (designadamente, do cânone) ou da nossa escolha própria, impulsiva ou mais amadurecida? E que consequências têm as respostas a estas perguntas? Lemos para descobrir novos mundos ou para confirmar o que sabemos? Procuramos novas vozes ou o eco das nossas respostas? Perguntas que não têm uma resposta única, mas sobre as quais vale a pena reflectir. A Estante (Inverno 2016) apresenta um desafio literário aos seus leitores, destinado a diversificar as escolhas. Num total de dezoito itens propõe objectivos que passam pela leitura de uma biografia, de autores de diferentes latitudes (Ásia, África, América do Sul), não ficção ou novela gráfica. As propostas podem ser discutíveis, mas a intenção é boa. Este livro que me chegou às mãos pega de novo no tema das escolhas de leitura e pareceu-me muito interessante. Não creio que haja uma resposta certa/errada. O importante é pensar sobre as opções e tomá-las de forma consciente. E ler, claro. 

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