segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Joan Didion dixit




            Didion é uma escritora pouco conhecida em Portugal. Creio que da sua obra apenas se encontra traduzido uma memória autobiográfica, O Ano do Pensamento Mágico. O livro é denso e relata o primeiro ano subsequente à morte do marido de Didion, ocorrida de forma inesperada. Mas a autora escreveu muito, muito mais. Peças jornalísticas, ensaios e ficção, bem como (de parceria com o marido) o argumento de alguns filmes. Íntimo e Pessoal (Up close and personal) com Robert Redford e Michelle Pfeiffer é um exemplo.
            Estou longe de conhecer toda a sua obra, mas tudo o que conheço é excelente. Como Blue Nights (sobre o qual já escrevi aqui) e o ensaio Self-Respect (inicialmente publicado na Vogue em 1961), que podem ler aqui
            E não podia concordar mais com a citação. Ler biografias é essencial para as crianças. Adaptadas à sua idade, claro. Através delas aprendem a lidar com insucessos e frustrações, dificuldades e também alegrias. E ainda com a ideia da morte, final de qualquer biografia. Recordo-me de um dos meus livros favoritos em miúda, uma edição infantil sobre a vida de Beethoven. Não conheci a sua música se não anos mais tarde. Mas li e reli vezes sem conta o relato das suas peculiaridades, da sua vida familiar e da surdez que não o impediu de continuar a compor. E passados tantos anos, ainda consigo convocar alguns dos desenhos que ilustravam o livro. 

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