terça-feira, 25 de julho de 2017

Um crime no expresso do Oriente, Agatha Christie

Damasco, hoje destruída, foi em tempos uma cidade florescente. Entre os muitos visitantes, reais e imaginados, Hercule Poirot, o detective das celulazinhas cinzentas. É na capital síria que o belga embarca no mítico Expresso do Oriente. Um nevão impede, porém, o comboio de seguir o seu caminho com a competência habitual. E, na mesma noite em que a neve lhe tapa os trilhos, um dos passageiros morre em circunstâncias violentas. Não há crimes perfeitos (pelo menos quando são descobertos) e este conta com dois contratempos de peso: o nevão e Hercule Poirot. Na minha opinião este é um dos melhores livros de Agatha Christie. A trama está bem construída, as personagens são consistentes e, quando o li pela primeira vez, o final realmente surpreendeu-me. Para além disso, e numa leitura mais profunda, são várias as questões éticas que se colocam: pode a vindicta privada ser legítima? A componente retributiva é um aspecto essencial da pena mesmo quando se afasta “o olho por olho, dente por dente”? Pode o investigador absolver? Razões mais do que suficientes para ler e reler esta obra de Christie. 


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