terça-feira, 13 de março de 2018

Adília Lopes, Estar em casa






       Que dizer sobre este livro? Haverá certamente quem se dedique à exegese dos textos de Adília Lopes, quem contextualize a sua obra e a arrume numa prateleira de tantas escolas e correntes literárias que existem. Não sei. E muito sinceramente não quero saber. Sei que comprei este livro num dia de chuva e que ao lê-lo senti um calor por dentro. A aparente simplicidade a exprimir ideias originais, juízos contundentes que parecem vir ao nosso encontro envolvidos numa gargalhada. Sei que me recordou como é bom escrever, andar de escorrega, concluir que as flores baloiçam. Sei que hoje faz sol e tenho o livro de Adília Lopes na minha secretária. Olhá-lo põe-me um sorriso na cara. Folheá-lo dá-me novo fôlego para prosseguir a semana que quero viver com a alma em surpresa, como a poetisa. Ser criança sempre. Sim, também aqui Adília tem razão. Ser criança sempre.


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