quarta-feira, 11 de julho de 2018

Ontem descobri este poema maravilhoso





Quanto puderes (1913)

Mesmo que não possas fazer a vida como a queres,
isto ao menos tenta
quanto puderes: não a desbarates
nos muitos contactos do mundo,
na agitação e nas conversas.

Não a desbarates arrastando-a,
e mudando-­a e expondo-a
ao quotidiano absurdo
das relações e das companhias
até se tornar um estranho importuno.


Konstatin Kaváfis

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