segunda-feira, 18 de março de 2019



     Sou contra toda e qualquer forma de snobismo literário. Sempre tive dúvidas sobre cânones e, embora lhes reconheça relevo indicativo sobretudo nos anos de formação, acho que quem lê se deve emancipar de fórmulas e explorar o fabuloso mundo dos livros. O que se escreveu em tempos idos nas mais variadas latitudes e o que se escreve agora em todos os cantos do mundo. Há algo de muito satisfatório em descobrir as nossas emoções plasmadas num poema escrito algures na China e de reconfortante em lermos um romance escrito na América do Sul, mas que nos cai como um vestido feito à medida, por exemplo. Por isso, gostei particularmente de ler este testemunho que encontrei no The Guardian. Os livros devem ser território de liberdade e não um lugar de vergonha.  

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