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quarta-feira, 3 de abril de 2019
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
sábado, 18 de agosto de 2018
terça-feira, 24 de julho de 2018
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Ontem descobri este poema maravilhoso
Quanto puderes (1913)
Mesmo que não possas fazer a vida como a queres,
isto ao menos tenta
quanto puderes: não a desbarates
nos muitos contactos do mundo,
na agitação e nas conversas.
Não a desbarates arrastando-a,
e mudando-a e expondo-a
ao quotidiano absurdo
das relações e das companhias
até se tornar um estranho importuno.
Konstatin Kaváfis
terça-feira, 13 de março de 2018
Adília Lopes, Estar em casa
Que dizer sobre este livro? Haverá certamente quem se dedique à exegese dos textos de Adília Lopes, quem contextualize a sua obra e a arrume numa prateleira de tantas escolas e correntes literárias que existem. Não sei. E muito sinceramente não quero saber. Sei que comprei este livro num dia de chuva e que ao lê-lo senti um calor por dentro. A aparente simplicidade a exprimir ideias originais, juízos contundentes que parecem vir ao nosso encontro envolvidos numa gargalhada. Sei que me recordou como é bom escrever, andar de escorrega, concluir que as flores baloiçam. Sei que hoje faz sol e tenho o livro de Adília Lopes na minha secretária. Olhá-lo põe-me um sorriso na cara. Folheá-lo dá-me novo fôlego para prosseguir a semana que quero viver com a alma em surpresa, como a poetisa. Ser criança sempre. Sim, também aqui Adília tem razão. Ser criança sempre.
terça-feira, 5 de setembro de 2017
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